quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Tardes...

Mas uma vez me vejo em pensamentos e por mais uma vez as ondas me levam por caminhos que desejei não mais percorrer. E mesmo sabendo para onde me levam não faço força, não esperneio para voltar. Deixo-me ir, me deixo levar. É boa essa sensação de não sentir os pés no chão, de leveza, de se pegar abrindo o sorriso no meio da tarde sem explicações possíveis como agora, por exemplo.
Fechando os olhos permito-me transportar para longe daqui, para um lugar que só nós dois sabemos existir: é um ambiente, por enquanto, transitório entre o meu eu e o teu eu. É um espaço de refúgio onde podemos trocar confidências, sorrisos, suspiros e tímidas declarações. Ele é etéreo e para se concretizar depende unicamente das nossas essências: um pouco de cada um de nós. A partida se dá quando emitimos ondas de pensamentos e estas, sincronizadas, formam um fluido suave, nude, que logo envolve e imbrica nossas almas. Chegamos lá, então, no mesmo instante. Envolvidos com a atmosfera de paz do lugar procuramos nos aproximar suavemente em passos de dançarinos. Se por ventura alguém mais pudesse compartilhar desse momento conosco teria, certamente, essa impressão: de bailarmos numa única sintonia e ao som de uma nota só: a nota do coração.
E assim, nesse estado de estarrecimento pleno e total, sucumbimos aos encantos que emanam de nós dois. Ignoramos as distâncias, as diferenças e as adversidades. Essa nossa primeira união permite apenas o carinho, a amizade e a admiração....

sábado, 22 de agosto de 2009

Prudência...

Depois de um longo período sem postar nada voltei para contar pra vocês sobre minhas ultimas férias.Inusitadas...mas sempre férias!Vamos lá.Bom,em cima da hora resolvi mudar meus planos e, do nordeste calorento, resolvi ir para o friorento sudeste (nem tanto assim esse ano). Aportei em São Paulo e de lá peguei seis horas de estrada (em ótima companhia,diga-se de passagem, mas isso é assunto para outra postagem...) até Presidente Prudente,uma pequenina cidade do oeste paulista.

Prudente é uma cidadezinha tranquila,calma,pacata e....deserta!Isso mesmo.Nunca havia conhecido uma cidade tão deserta como essa.Segundo o censo são cerca de 250 mil moradores mas a imprensão que tive foi de que não passavam de cem.Apesar de pouco movimentada não se pode reclamar da sua infra-estrutura: limpa, organizada, sem poluição sonora e bem servida de bares, hotéis e restaurantes. Confesso que apesar de ter passado quase que integralmente todas as férias lá pouco conheci na cidade. Limitava-me a correr no Parque do Povo, perambular pelas ruas semi-desertas e vagar pelos salões locais. Explico: é que minha companhia era aversa à vida noturna ( e diurna também...rs) então não tinha muitas opções em vista.

Bom,vocês devem estar se perguntando o que me prendeu tanto tempo numa cidade assim,pois bem,digo: as pessoas.Sim! As pessoas. Encantei-me com os moradores locais, com o carisma e a recepção de todos que tive oportunidade de conhecer. Diferente de minhas outras viagens onde sempre buscava explorar a região e aventurar-me escalando morros, acampando e pescando dessa vez me propus fazer um turismo "humanal". Como sabem sou historiadora de formação e curiosa de natureza, então, não foi difícil aproximar-me dos nativos. Reconheci nas pessoas dessa pequena cidade aquela gentileza que anda fazendo falta nas relações interpessoais: são honestos, alegres e bem-aventurados. Encontrei pessoas que acrescentaram muito em mim, que na sua humildade deram-me fortes lições de "saber viver" e "como viver". Pude exercitar em mim o espírito de solidariedade sem medo de ser mal interpretada.Posso mesmo dizer que nessas férias tirei férias de mim mesmo. Deixei de lado alguns conceitos, formulei outros, arrisquei-me sem medir consequências e, na contra-mão da cidade para onde fui tudo o que não tive foi prudência...Prudência para amar, prudência para comer, prudência para sair...Descobri que sair da linha de vez enquando e deixar-se levar pelos insignios, pelos instintos é tão necessário nessa vida quanto correr atrás dos sonhos e dos nossos projetos. Sabe aquilo que o poeta dizia no finalzinho do verso: enloucresça? Pois então...foi o que fiz e sobrevivi, ô se sobrevivi...

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Um Ide (bem grande!) pra você.

Ide daqui pra lá
Ide em qualquer lugar
Ide você
Ide eu
Ide amor,
amor todo meu...
Norte,Sul
Ide em qualquer direção
Mas Ide rápido,veloz
caso contrário
não Ide mItálicoais.
Ide sim
Ide pra mim
Ide por nós
Ide mais longe que qualquer um já foi...
Ide por todos os lados
Ide ocupar o teu/meu lugar
Ide como quiser
Ide até a pé
pois por você
vale ir mesmo em marcha-ré.
Ide como for
Há de sempre ir
e eu ei de sempre buscá-lo
Ide
em qualquer contra-mão.
Porque ainda que Ide
em outra direção
eu ei de ir
em busca de tuas mãos.
Portanto, Ide,podes ir
te acho por ai
não se perdes não.
Ide conforme for
que eu acho você
e ei de estender-te as mãos.
porque, Ide - meu amor
já és dono
desse meu bobo coração...